sábado, 19 de janeiro de 2008

Sobre MP3 e Carros

Conversando com meu primo Tiago sobre a instalação megalomaníaca do som no meu carro, num sábado pela noite, com sono, pensando em ir para Poá as 6 da manhã do dia seguinte:

reservado para reservas diz:
ja pensou?
reservado para reservas diz:
um mp3 de bolso
Sandrinha diz:
Pois é, estou pensando agora
reservado para reservas diz:
empurrando uma caixa uma corneta
reservado para reservas diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
reservado para reservas diz:
os caras vao pensar
reservado para reservas diz:
e povinho os caras instalam o som em vez de comprar um cd player compra um mp3 de bolso
reservado para reservas diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

E como se não bastasse, ainda implica com a cidade onde eu trabalho:

reservado para reservas diz:
aff...............
reservado para reservas diz:
o cidadezinha hein
reservado para reservas diz:
tanto lugar pra vc ir trabalhar
reservado para reservas diz:
e olha q sao paulo é enorme
reservado para reservas diz:
tem milhoes de itau
reservado para reservas diz:
e vc vai parar logo la
reservado para reservas diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ou seja.. uma vez zoada, sempre zoada!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

I´ll Describe the Way I Feel

Gostaria de espalhar todos estes sentimentos estranhos que sinto. Nenhum deles me parece fazer bem, pelo contrário, fazem com que eu pense cada vez mais em respostas que eu não tenho e sei que não vou ter.

Gostaria de poder dizer o que eu sinto. Mas eu não consigo, não sei como expressar, estes sentimentos jamais seriam traduzidos em palavras. Eu apenas os sinto, eu apenas os guardo comigo, eu apenas fico angustiada sozinha.

Não espero que ninguém compreenda. Da mesma forma que eu não espero mais que eles não tomem conta de mim de tempos em tempos. Não posso construir fortalezas em volta. De minha mente e do meu coração. E mesmo se eu pudesse fazê-lo, não sei se faria.

E enfim, não há nem mesmo um desabafo que vá me deixar mais aliviada. Agora, só tenho que esperar. E conseguir ficar em silêncio comigo para descobrir o que acontecerá no momento seguinte.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Mais Palavras

As palavras já não são minhas amigas. Pego-as no ar, mas não as guardo. Elas me sussurram aos ouvidos, porém, eu já não as escuto. Deixo de escrevê-las. Não são mais do que lembranças agora.

Então, lembro vagamente de poucas coisas, que palavras não podem descrever. Recordo-me com pouca precisão de fatos. Na falta de detalhes, eu os invento. Mas não consigo fazer isto com esmero.

Há uma tal perturbação sem nome, que já não consigo. Ir adiante ou voltar atrás. Uma única foto não é melhor que mil memórias. O problema é quando não se tem a foto ou não se tem os escritos.

Sonhos quebrados, permeados por falta de literatura. Sem remédios para tal. Não há cura. O senhor dos sonhos não está disponível no momento. Parece-me que está em reunião com a senhora inspiração. Por isto há falta de.

Não importa se o que eu descrevo me falta. Me falta palavras para dizer. Toda a falta de contexto não está contida em nada.

Então, ouço uma música, que parece não ter sentido. Tudo fluirá. O problema é se haverá áreas de drenagem para as palavras e os sentimentos.

Ou o problema deve ser todas as lembranças contidas, que não há como descrever...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Da Série: "Umbiguisses"

É estranho. As vezes você está apenas numa boa, falando sobre as coisas legais que estão acontecendo com você (ou até mesmo as ruins). Aí alguém chega, pode até ser brincando, mas diz assim: "acha que o mundo gira em torno do seu umbigo?".

Eu sei. Não, não gira. Enfim. Mas eu posso utilizar aqui a mesma história do "Cansei de Ser Legal", para a série "Umbiguisses".

Se eu falo sobre mim, é porque eu sou egocêntrica. Se não falo, é porque sou fechada. Se as vezes faço um comentário inteligente, dizem que estou me achando. Se eu fico na minha quando ouço alguma coisa idiota, dizem que eu também estou me achando.

Mas quer saber? Dane-se. Talvez meu mundo esteja girando realmente em torno do meu umbigo.

E quem se importa, realmente, com isto? Que cada um cuide devidamente de seu umbigo. E do mundo no qual ele gira.

domingo, 13 de janeiro de 2008

As Palavras (eu as perco)

A cada vez que eu perco as palavras, eu sei que não há mais um lugar para onde eu devo voltar. Então, eu desisto de uma coisa, para nunca iniciar outra. Não, não é desistir dos sonhos. Mas é não escolher um novo para viver.

A cada vez que eu perco o senso, eu finjo que não há realidade. As paredes não mostram o que acontece lá fora. Pouco importa o medo de ficar sozinha. Mas isto não é mais uma questão de fé. É uma questão de quase não tê-la mais.

E cada uma destas palavras são tão verdadeiras quanto cada mentira dita todos os dias por aí. Toda mentira tem um senso de verdade. É paradoxo, mas é verdade. Ninguém escapa disto. Há o infra-vermelho para verificar toda a acidez de.

Então, cada vez que eu perco cada uma das coisas que eu sempre quis conquistar, sei que não vai haver uma manhã de glória para eu contar uma nova história. O que vai haver é sempre uma noite. Uma noite de insônia, ou uma noite dormida com fantasmas.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Novos Olhares

Desenvolvi uma nova paixão. Descobri que gosto de ter vários megapixels gravados em CDs e DVDs diversos.

Descobri que gosto de tirar fotos de momentos engraçados. De momentos sérios. De paisagens bucólicas.

Descobri também que gosto de filmar cenas da vida real. De momentos cômicos. De arquitetar documentários que não existem.

E assim, descubro que eu terei um pouco de cada coisa guardada comigo, sempre que eu apertar o disparador da máquina fotográfica.

domingo, 6 de janeiro de 2008

The Placebo Effect

Amigos dizem isso é legal, amigos dizem isso é bom. Mas alguém tentou me fazer sofrer. E é disto do que tenho medo. Eu estava mais que cega, perdida, sem pistas. Eu sempre fui uma pessoa introvertida.

Você sabe que eu nunca quis isso. A luz revelando, a luz definindo. Seguida de uma hábil levitação. Mas é hora de passar você pelo teste. Agüentando meu fôlego apaixonado. O teste, na verdade, é todo o inferno pelo qual você me faz passar.

Não há segundas chances. Quando eu chego ao fundo. Enquanto a raiva desaparece. E tudo isso é verdade. Tropeçar em você é tudo que eu já faço. Enquanto a dor de cabeça desaparece.

Eu nunca tive fé. Eu era a garantia de causar uma confusão. Eu nunca fui leal. É por isso que passo meus dias sozinha. Sou o produto de um lar desfeito. Mas não vá e me deixe. E por favor, não me deixe cega. Eu encontraria um novo jeito de enxergar; seus olhos pra sempre junto aos meus.

Eu acho que não preciso mais de você. Eu sinto como se você apenas esperasse. Porque você não me rejeita? Você é o meu cúpido à prova de balas, e mesmo assim é aquele tolinho.

Levemente confusa pela sua falta de direção, as coisas não são o que parecem. Isso é errado e eu tenho esperado por tanto tempo. Mas estes eram dias antes de você ter vindo. Entretanto, você está sempre à frente do jogo.

Você possui todas as características que faltam em mim, por coincidência, ou propositalmente. Eu irei arrancar do meu peito a idéia de que você é divino. Porque eu estou no porão, você está no céu. Então eu seguro minha respiração, conto até dez e entro em colapso.

Meu corpo está quebrado, mas o seu está alugado. Nenhuma outra prisão eu escolho ter. Eu sei que sou egoísta, sou insensível e eu sei que eu sempre acho alguém para machucar e deixar para trás. Completamente sozinha no espaço e tempo, não há nada aqui a não ser o que é meu.

Mas a pergunta que não cala é: “como eu sempre venho terminar aqui?” Deve ser por falta de bondade. Ou deve ser teoria da conspiração: o mundo inteiro quer o meu desaparecimento. Alguém chame a ambulância! Pois vai haver um acidente.

Eu estava sozinha, em queda livre. Eu estava confusa, esquecendo nomes e rostos. E alguém me perguntou: “Baby, você se esqueceu de tomar seus remédios?”

Mas outro alguém gritou: “Não se esqueça de ser do jeito que você é”. A única coisa na qual você pode confiar é que você não pode confiar em coisa alguma. Mesmo quando você destila toda sua melancolia sobre mim.

Agora, nunca nada acontece como eu quero. Você me banhava com canções de ninar. Isso leva a dor para longe, mas não faz você ficar. Seu sorriso deveria me fazer espirrar. Só que eu pagaria para ter você por perto.

Então eu descubro que sem você, eu sou nada. E você é o meu novo calcanhar-de-Aquiles. Tal imaginação parece ajudar os sentimentos deslizados. E eu perco o poder da fala, toda vez que você está por perto. E ainda assim, você nunca viu meu lado solitário. E o que me resta agora é salvar este maldito coração de mim.