quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

UMA PESSOA COMO EU

Era uma garota que como eu amava o Brian Molko e o Brett Anderson. Adorava músicas das quais ninguém jamais ouviu falar, e de bandas com nomes engraçados, das quais as pessoas viviam rindo.

Era uma garota que tinha poucos amigos e também cara de poucos amigos. Na verdade, os amigos que tinha dava para serem contados nos dedos. Era o que ela chamava dos que valem à pena.

Era uma garota que havia adotado o ditado de que "os alunos devem ser melhores que seus mestres", e ultimamente estava levando tudo isto muito à sério. Sério até demais, porque estava se preocupando em estudar coisas das quais as pessoas não tinham a menor idéia do que se tratava.

Era uma garota que fingia tocar guitarra e violão, mas seu único repertório era de bandas punk rock e de underground britânico. Mas também amava as levadas de baixo, que tanto a faziam sonhar.

Era uma garota a qual ninguém levava à sério. Ou até levavam, mas demoravam algum tempo até compreender o que ela estava dizendo. Ou seja, ela falava brincando as coisas sérias. E falava sério sobre as brincadeiras.

Era uma garota que se apaixonou perdidamente pelo Caos. E quando viu que a brincadeira estava sendo levada à sério, esqueceu que realmente deveria levar à sério a ordem desordenada.

Era uma garota que não lembrava mais de suas paixonites infantis, mas agora se lembrava com adorado fervor de seu único e grande amor (até o presente momento).

Era uma garota que sempre se descrevia subjetivamente, porém as pessoas nunca entendiam como é que ela poderia se descrever subjetivamente. E as poucas que entendiam, continuam confusas.

Era uma garota que escrevia por puro divertimento, mas o divertimento virou um vício. Antes todas as histórias que gostaria ter lido quando mais nova; agora escrevia histórias que realmente gostaria de vivenciar.

Eu realmente não sei se esta garota se encontrou comigo, ou eu me encontrei com ela. O problema são todas as semelhanças que ela guarda sobre mim. Todas as interessantes e todas as incomodas. E agora eu realmente estou perdida: esta garota era uma ilusão da minha mente, ou era eu mesma? Será que alguém sabe?

Era uma garota que como eu, não sabia de mais nada.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Error!

Prezados srs. e sras., no momento, todos os nossos atendentes estão ocupados.

Também posso dizer que é culpa da Vivax/Net que deixa seus usuários na mão desde o fim da tarde até o começo da noite.

Como também posso dizer que não estou a fim de postar algo interessante, mas só para não perder o costume e o mal humor, estou postando este erro.

Sem mais para o momento e certo de que vossas senhorias não entrarão com reclamação no Procon,

Sandrinha (sem paciência nenhuma).

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

E SE FOSSE

Não há causas justas, quando o justo não está justo para você...

E se hoje fosse chover, você renegaria dentro de si toda a vontade de sair e ir brincar com os pingos?

E se hoje fosse o dia que você tantou esperou para se libertar, você teria a coragem necessária de deixar tudo para trás e ir até onde você jamais esteve?

E se hoje fosse o dias das suas literaturas, você acharia graça, fingiria que é só mais uma de suas alucinações ou que é apenas Special K?

Se hoje realmente fosse o dia, você continuaria pensando em ser uma estátua, ou descreveria novamente como se sente, como se você realmente tivesse descoberto seu calcanhar de Aquiles?

Se hoje houvesse algum tipo de salvação lá fora, você estaria na parte dos rebeldes? Neste caso, você não faria parte da guerra, de um rei que você realmente não sabe quem é?

Se hoje houvesse a reviravolta, você acreditaria na volta daquela pessoa, demandando seu tempo e compilando seus segundos? Você acreditaria nas canções pesadas que você esqueceu? Você acreditaria, pelo menos por um momento no que o Molko diz?

Se hoje fosse o dia de tudo ir por água abaixo, você realmente se cansaria de ser quem você tem sido todo este tempo, ou é só mais um capricho não explicado?

Se hoje fosse o dia dos amores tardios, você serviria seus sentimentos em uma bandeja de ouro, ou você deixaria se levar por todos os pecados já cometidos?

Se hoje suas tormentas mentais não fossem o suficiente, você procuraria cada eu, cada você, dentro de outra pessoa? Você cansaria de ser underground (e entenda, não background), pelo motivo pífio das desculpas que você não consegue arrumar?

Se hoje fosse o dia, definitivamente, muito veneno não seria o suficiente para o seu suícidio. Muito veneno faria o efeito contrário.

Tudo isto é conforto, para as emoções. Infelizmente, não há mais nada a fazer. A cada eu, a cada você, há uma perda considerável. Nós somos os líderes cegos de revoluções que jamais acontecerão dentro de nós. E se hoje fosse o dia para isto, enfim, não levaríamos nada adiante. Por mim e por você.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Post Direcionado

Como diria a música do Placebo "weeping wounds that never heal". Não, sei que neste caso não é assim. Porque sempre há o jeito instigante de ir cada vez mais longe, cada vez mais perto do "problema" criado. Não há problemas. Não há nenhum tipo de hesitação que faça com que isto possa ser parado. O lance de ir a fundo.

A armadura se faz necessária em algumas situações (?). O lance de ter controle sobre. Só que não há nada para ser controlado. O difícil é assimilar isto. Não tem como assimilar se não pensar.

O lance do converger e do umbiguismo tem uma linha tênue. É complicado não atravessar. Também é difícil não se auto-afirmar. Acredito mesmo que tudo fica menos difícil quando há o desapego, mas... como com outras coisas, não ensinam isto na escola. Da mesma forma que eu acredito que na escola também não nos ensinam como não ter o desassossego.

Sei que tem algumas coisas que não devem ser criadas. Ou na verdade não sei. Tem armaduras que vestimos para apenas não deixar transparecer o que realmente sentimos, como realmente somos. E nestas horas, pessoas que como você, que entregam os abridores de lata, é que realmente enxegam a fundo a coisa. O lance de olhar diretamente não no fundo dos olhos, mas no fundo da alma.

Acredito que também não é insano. Com toda a certeza, a pessoa para quem foi direcionado entenderá perfeitamente o que você quis dizer.

E o tempo é relativo, sempre. Mas se este é o melhor PRESENTE (hoje, agora mesmo) que pode-se dar, ótimo. Basta saber como aproveitar. Ainda mais com a cia certa e com os desabafos nos momentos necessários.

I thank you all the time! Ever! ^_^

domingo, 27 de janeiro de 2008

Look Right Through Me

Como diz a música, eu acho isto meio divertido, ao mesmo tempo que acho isto meio triste. Tenho um sério problema que não consigo controlar (meus demônios internos). Não se brinca com os inimigos interiores, eles sempre são mais fortes do que qualquer mágoa que se possa nutrir.

Tento não pensar se haverá amanhã, ou se esta noite eu apenas vou sonhar com um lugar onde eu não estive, com pessoas que eu não conheço. Jamais sonhei com os Campos Elíseos. Mas já sonhei com o Tártaro e isto é fato.

Vejo o olhar de uma criança, que ainda tem esperanças. Mas eu estou muito nervosa, porque acho que não há quem olhe nos meus olhos e realmente vá me conhecer. É difícil dizer isto, do mesmo jeito que é difícil fazer com que seja intelígivel.

E cada novo dia há uma nova corrida contra o tempo, contra tudo. Não há sentimentos. Bons ou ruins. Isto faz com que eu veja as pessoas da forma como eu não gostaria. Isto faz com que meus pensamentos fluam de uma forma tão intensa, que me põem louca.

Como se fosse fácil. Mas gostaria de me sentir novamente como uma criança que espera pelo seu dia de aniversário. Com uma ansiedade boa.

Mas olhe bem para mim: ninguém pode me dizer qual é a lição da vez que eu tenho que fazer. Isto é meio engraçado. Isto é meio triste. É a parte difícil de aceitar.

Mesmo que esteja olhando bem para mim.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Why So Serious?


Para quem já assistiu ao trailer de "Batman: The Dark Knight", sabe o que eu estou falando. Há um determinado momento em que o Coringa simplesmente pergunta ao Batman: "Why So Serious?".

Na verdade, esta foi só uma maneira que eu achei para falar sobre a morte de Heath Ledger, o novo Coringa, do novo filme do Batman. Para quem estava acompanhando, desde o anúncio, todos esperavam muito (e ainda esperam, eu tenho certeza), sobre a atuação de Ledger como o Coringa. Será que ele será melhor que o Jack Nicholson? Será que ele realmente vai roubar a cena no filme?

Tenho absoluta certeza sobre isto. Tanto que eu não lembro absolutamente de ter visto na divulgação do filme, fotos do Christian Bale como Batman. Mas lembro de ter visto várias, várias fotos do Ledger como Coringa. Lembro de que foi aberta uma página exclusivamente para um jornal de Gotham onde o Coringa faz piadas. Lembro do trailler ter mais imagens marcantes do Coringa do que do Batman.

Mas onde entra a morte de Ledger na história? É simples: a morte dele, para os caçadores de casos, sempre vai ter um quê a mais. É só lembrar de quando o Kurt Cobain morreu e todas as circunstâncias de sua morte. É só lembrar (ok, eu não tinha nascido) de quando o James Dean morreu. Ou de quando Marylin morreu. Ou Janis Joplin. Ou Brando Lee.

Todas elas foram circunstâncias estranhas e não bem explicadas. A de Ledger é fácil, o corpo dele estava rodeado de pílulas. É só ver também entrevistas ou relatos sobre as filmagens de "The Dark Knight". Ele estava perturbado pelo papel de Coringa. E isto é fato que o mesmo havia citado.

E este novo filme do Batman será um grande sucesso de bilheteria. Apostem quantos sorvetes quiserem comigo que haverá sessões e sessões lotadas. Não só pelos fãs de Batman. Não só pelos fãs do Coringa. Mas por ver um astro em ascendência que faleceu bem no momento em que poderia fazer o maior sucesso de sua vida. E convenhamos, só pelos teasers do filme, sabe-se que este vai ser um dos filmes mais esperados de 2008.

A morte de Ledger, apesar de tudo, vai ser um grande comercial para o filme. Por pior que isto possa soar. Ainda mais porque Ledger morreu "perturbado" pelo personagem mais marcante dos quadrinhos. Aquele personagem que apesar de tudo, é o único que consegue fazer com que o Batman não tenha tanta confiança assim. Mas ainda assim, este filme com certeza será lembrado como um dos melhores (se não for o melhor) papel do Ledger.

E como o próprio Coringa diz neste filme: "Why So Serious? Let´s put a smile upon that face!".

Para saber mais:
http://whysoserious.com/
http://thedarkknight.warnerbros.com/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Aflições

Estou a volta com tantas notícias que mal sei com qual devo me ocupar primeiro. Também sei que cada uma destas notícias tem um fato novo e relevante para mim.

Como as coisas darem certo, sem que eu me dê conta. Os meus desejos estarem a toda e ao mesmo tempo, saber dos riscos envolvidos.

Só que agora sinto uma aflição desmedida. Recebi uma notícia boa, que eu queria muito, que não sei se vai dar certo. Se der certo, já estou sentindo uma saudade imensa de coisas que aprendi em tão pouco tempo que não sei como saberei viver sem partilhar diariamente, olhando nos olhos de pessoas importantes e que me fazem crescer a todo o momento.

Estou num mar de confusões. Entre o que realmente era o que eu procurava (e ainda procuro, porque isto é só uma parte desmedida da minha ansiedade) e entre onde eu realmente me sinto segura.

Estas são as peças que minha mente prega. E eu sei que uma série de fatores está conspirando agora. Mas... sempre vai ter um mas, MAS prefiro pensar nisto depois.