E se hoje fosse o meu último dia aqui, e digo aqui é na Terra, neste plano, viva, eu não saberia bem o que fazer.
Sei que não trabalharia. Sei que atravessaria a cidade e bateria na porta dele. Apenas para dar um grande beijo e dizer o quão importante ele foi para mim.
Sei que também sentiria vontade de ir 2000 km além daqui, apenas para fazer coisas que eu sempre tive vontade, que eu sempre quis, e que na verdade, eu preciso. Melhor dizendo, apenas para pedir perdão por algo.
Sei que eu contaria dois ou três segredos e que, mesmo que eu não estivesse aqui, provavelmente eles não seriam contados. Não valeria o esforço.
Sei que eu abraçaria cada uma das pessoas que eu amo, de uma forma apertada e com um nó na garganta incrível. Talvez choraria, talvez não.
Sei que faria várias listas das coisas que as pessoas jamais souberam sobre mim. Talvez, com as listas, elas verificariam que suas verdades poderiam ser absurdas, mas nem tanto.
Sei que cantaria pelo menos 4 canções inteiras, por ordem: The Next Life (Suede), Stop Crying Your Heart Out (Oasis), Sleeping With Ghosts (Placebo) e Mad World (versão de Gary Jules).
Sei que veria várias faces que conheço, mas passariam desapercebidas. Sei que teria vontade de estar com o peito aberto, ou com aquela vontade de estar com a ponta dos pés na beira de um precípicio ou do alto de um prédio e só atender ao chamado da gravidade (ops... é a sensação que tenho em muitos dos meus sonhos).
Sei que tudo isto seria um pouco engraçado e sei que seria um pouco triste. Sei que a sensação que eu estou sentindo agora, no exato momento em que escrevo (estômago embrulhado, visão nublada, coração quase saindo pela boca), talvez seria bem a sensação dos últimos momentos.
E depois de toda esta sensação, não quero pensar. Porque sempre tive a certeza de que jamais estarei preparada para um momento destes. Porque há o medo do desconhecido e há o medo de jamais saber se um dia, se um dia, verei novamente aqueles que eu tanto amo...
P.S.: É que Grey´s Anatomy acaba comigo.
terça-feira, 29 de abril de 2008
The Dreams which I´m Dying...
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Sandrinha
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Open up your Eyes
Abra os olhos e veja o que há adiante. Não se importe com o que os outros se importam, importe-se apenas e daqui por diante, com você. Faça-se feliz, mesmo que seja mais fácil falar do que praticar.
Perceba, há um mundo todo a sua volta. Que pode te ter como exemplo, mas que pode simplesmente ser grato por você estar ali. Mesmo que você não considere tal possibilidade.
Agradeça e agradeça de verdade, a cada vez que você achar uma mão que te ajude. Veja e não esqueça de sempre estar atento. Por você e para você.
O sol vai brilhar sempre, em algum lugar do mundo. Sabe, há os dias nublados e há os dias de sol. Ninguém precisa ser feliz 100% do tempo. Acho que é bom irritar-se, é bom estressar-se. Mas de alguma forma, alguém tem que se manter sereno em outra parte, para que as coisas sejam equilibradas.
E faça disto tudo um amor eterno. Um amor eterno dentro de você e faça com que ele flua para os que você gosta. Assim, quem sabe, as coisas ficam mais leves e mais fáceis de serem levadas adiante!
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Sandrinha
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domingo, 27 de abril de 2008
Da Série: Músicas Que Ninguém Conhece
Não tenho culpa nenhuma se respiro mais música do que oxigênio. Também não tenho culpo que as pessoas não conheçam Starsailor, Suede ou Placebo. Mas são bandas essenciais para mim, são bandas que tem músicas que dizem tudo e mais um pouco sobre mim. Ok, ok, concordo que não é legal quando faço piadas e cito uma música e as pessoas ficam com cara de interrogação.
Mas... se você ficasse, entenderia o signifcado da música que o DJ toca ao lado e abriria as cortinas da sua mente, para o pecado que rola logo ao lado? (The Wild Ones)
E se eu pedisse para você ter calma e enxugar suas lágrimas, você acreditaria que almas gêmeas existem e nunca morrem? (Sleeping With Ghosts)
E se eu agradecesse a Deus por não me ver em seus olhos, apesar de eu também não me ver no espelho? (In The Crossfire)
E se eu dissesse que só precisamos ir cada vez mais além de velhas cidades e velhos garotos, para cada um tomar o seu próprio veneno para encontrar um ao outro? (New Generation)
E se tudo se resumisse apenas a uma foto, de uma velha amizade? (This Picture)
Talvez você me dissesse que as pessoas continuam andando e andando em círculos. E que não é bom ouvir certas músicas. (Mad World)
Mas talvez precisamos descobrir o que realmente nos faz feliz num sábado à noite. Sejam com as músicas que ninguém conhece, seja na completa solidão, ou seja na companhia de desconhecidos (Saturday Night)
E assim é... "Today, she´s been walking..."
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Stop Crying...
Acho que foi ontem, quando eu vi uma foto que realmente me deixou pensando. Uma foto de muito tempo atrás, uma foto da qual eu nem me lembrava. De um mês e de um dia que eu também não me lembrava, porque definitivamente, eu não estava lá. Ou estava, mas na verdade, não sei bem quem eu era.
Além da foto, tive uma noite com o sono perturbado. Vários sonhos estranhos e até mesmo alguns pesadelos. Daqueles que te fazem pensar que tudo o que você passou enquanto sonhava são seus maiores medos. Ou são só consequências que você acha que serão, mas talvez nem sejam.
Também houve uma ansiedade desmedida hoje pela manhã, porque, de alguma forma, foi como se eu tivesse voltado no passado (e eu sei, juro que sei que não há como fazer, que foi tudo fruto da minha imaginação). Mas o sol, o cheiro da manhã, não ver ninguém em casa cedo... E sair no horário das 09h... Tudo isto me deixou perturbada.
Porque eu sei de muitas coisas que eu quero, porque eu sei de várias coisas que eu posso, mas sei que não tenho coragem no momento para fazê-las. Apesar de já ter feito algumas, mesmo quando não havia o mínimo de coragem.
Então acho que é isto. Apesar de fatos perturbadores, de eu até poder falar sozinha, de eu sempre achar que o mundo está brigando comigo, quando na verdade sou eu quem faço isto, são apenas reflexos. Juro que tento interpretar cada sinal.
Da mesma forma que juro que sou eu, agora. Neste exato momento. Vivendo um turbilhão de emoções, de preocupações, de altos e baixos, que mal me dou conta. Estou ainda com uma ansiedade sem tamanho, como se eu fosse arriscar tudo a qualquer momento.
E quem sabe? Ou melhor: e porque não?
P.S.: Ainda sinto vertigem quando escuto "Stop Crying Your Heart Out".
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terça-feira, 22 de abril de 2008
Into My Life
Eu posso estar lá por mim, sem que ninguém o faça.
Posso crescer em paz, sem que ninguém pegue no pé, se eu assim o desejar.
Posso dirigir o tanto quanto quiser, mesmo que eu não tenha destino.
Posso querer viajar para onde bem entender, desde que eu batalhe para isto.
Posso sentir falta das pessoas, mas necessariamente elas não precisam sentir de mim.
Da mesma forma, posso sentir ciúmes dos meus amigos, mas eles podem nem demonstrar uma ponta disto para comigo.
E assim vou. Sem precisar de telefonemas, sem precisar de e-mails, sem precisar de uma palavra amiga (mesmo os querendo - contaditório, eu sei). Porque há épocas que eu quero sol. Em outras, só um pouco de neblina.
E meus dias estão assim... Mas pelo menos, os estou aproveitando. Do meu jeito!
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22:21:00
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Remember Me...
É um tanto estranho e até constrangedor quando você tenta se lembrar de um acontecimento, mas, quando você busca lá no fundo, não há um acontecimento.
Também é estranho o fato de lembrar de pequenas partes de sua vida, quando você deveria lembrar dela por inteiro. Ou só quando você conta os fatos de menor relevância.
Pode ser estranho também o fato de querer coisas paradoxas: querer que as pessoas saibam exatamente como você é, ao mesmo tempo que você não quer que elas saibam como você é.
Talvez seja o medo de expôr claramente todas as coisas que nunca foram expostas. Pode ser medo de reações adversas (ministério da saúde adverte?).
Não sei... Talvez seja só uma confusão interna que parecia dominada, mas no momento, toma proporções que só me fazem querer dormir e dormir. Por longos dias.
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22:36:00
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Oh, oh...
... suppose you´ll never know.
Talvez, nem eu.
Papo de doido? Um pouco.
Mas as vezes, é bom conversar apenas consigo.
Ou não.
O problema é se você discordar.
Acho que não haverá argumentos suficientes para provar o contrário.
Ou não.
Enfim.
O fim? Não, não.
O começo de uma fase psicódelica?
Não. Anos 70 já passaram.
Ah sim... É época de reflexões agora.
Sim! Apenas para abrandar a sensação de estar de peito aberto.
É perigoso. Mas se é o caminho a ser seguido...
Ok, ok, eu já entendi, melhor parar por aqui, antes que esta conversa tome ares de monólogo.
(Mas... já não tomou?)
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Sandrinha
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22:44:00
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