segunda-feira, 23 de março de 2009

Tire uma Foto

Suba no meu avião e veja todo o azul do céu. Ou apenas sinta cada raio de sol na sua face. Olhe pela janela do meu avião e veja todo o verde lá embaixo. Veja como parece caber na palma de sua mão, visto daqui.


Você poderia tirar uma foto nossa, deste momento? Porque eu posso no momento seguinte não me lembrar de nada disto. Ou você pode dar o passo inicial para todos os momentos terem sido deixados para trás.


Claro que eu não acredito em sua santidade. Não há uma santidade em você, nem salvação, nem qualquer coisa que se tornará épica. Há apenas o vestígio do que um dia foi e de que jamais voltará a ser.


Suba no meu avião. Deixe toda a hipocrisia de lado. A nossa e do mundo todo. Porque já deveríamos ter deixado isto de lado há tempos. Veja o horizonte daqui: por mais vertical que ele pareça, por mais vertiginosa que possa parecer a queda.


Você poderia guardar um momento de nosso silêncio? Ele diz mais do que quaisquer palavras jamais poderão dizer. A distância. O espaço entre tudo o que não é dito. O espaço entre tudo o que é dito e não é compreendido. Apenas guarde o silêncio, no canto mais escondido do seu coração. E quando precisar, o procure ali. Haverá uma sombra, neste silêncio, do que já fomos um dia.


Claro que não deveríamos ter deixado. Claro que egoísmo é uma das coisas que levam as pessoas a ficarem sós. Entretanto, há sempre a volta. Há sempre a vontade de querer reconquistar. De querer fazer algo novo e sem erros.


Suba no meu avião. Deixe que as coisas voltem a ser reais. Deixe que eu escute sua voz do outro lado, deixe que eu veja novamente seu rosto. Não por uma foto, não por um telefonema. Deixe-me olhar mais uma vez nos seus olhos.


Mesmo que tudo isto já não signifique nada, no meio do caos em que nossos sentimentos foram parar.


Suba no meu avião. Será que você poderia tirar apenas uma última foto nossa?


domingo, 8 de março de 2009

O Mundo Acabará Amanhã de Manhã*

E se o mundo realmente acabasse amanhã, o que você faria? Salvaria a sua alma ou cometeria mais algum pecado?

Se concentraria em todos os seus bens materiais, ou pelo menos desta vez colocaria o sentimento pelos seus em primeiro lugar?

Você sentiria-se impotente para salvar-se ou as suas idéias heróicas tomariam forma, neste momento?

Suas últimas horas seriam de orações ou seriam apenas de desespero?

Você precisaria saber que o mundo está acabando para se arrepender ou para declarar o seu amor por alguém?

Estaria preparado para tal fato? Acreditaria em tal fim, sem aviso?

Esta poderia ser a última noite: a noite em que pediriam sua alma.

E você acredita que tem uma alma?

E no fim, apenas no seu fim, você se importaria realmente com o quê?


*Katsbarnea - Extra

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Leave Behind

Toda a bagagem que eu posso carregar no momento é tudo o que eu quero deixar para trás.

Todas as conversas que você quer ter comigo, me matam aos poucos, tira mais um pouco.

Todos os seus desabafos só fazem com que eu queira novamente pular. Pular para atingir o solo.

E adianta ele cantar para eu ser forte?

Adianta ele cantar para eu continuar?

Adianta ele cantar que o amor não é uma coisa fácil?

Quero ir para bem longe, mas quero estar tão perto. Mas não consigo dizer metade das coisas que eu queria.

Será que alguém vai ter que mostar isto para você?

Tudo o que eu te mostro,
todos os conselhos que eu te dou,
todas as direções que você me pede,
todas as vezes que você chora,
todas as vezes que a outra parte não merece seu choro:

Tudo isto eu tenho que deixar para trás.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Saber Amar...

... é saber deixar alguém te amar.

Queria não ser insegura.

Queria não ter um sentimento tão grande que mal cabe dentro de mim.

Queria não ter que realmente lidar com ciúmes que nem deveria ter.

Queria não querer demonstrar tudo isto de forma tão intensa.

Queria não ter que sofrer a cada vez que levo um "fora" sutil.

Queria não ter que fazer drama sobre isto.

Mas simplesmente não consigo...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

We Need To Talk About

Faz tempo que eu não passo aqui, faz tempo que eu não tenho muito a declarar.

Mal consigo falar com você, porque nem música eu coloquei para escutar.

Acostumei-me a ter você para os meus piores momentos, para os meus desatinos.

Mas não quero abandoná-lo, porque você ainda faz sentido.

Tem tanta coisa aqui dentro que eu gostaria que você soubesse... Ok, você sabe, mas não com todas as letras.

Tem certas coisas que não mudam.

Outras, mudam radicalmente.

E se não venho mais aqui, se mal escrevo, devo realmente ter mudado também. Se para melhor, só o tempo dirá. O fato é que a felicidade é evidente.

Mas ainda assim, com toda a felicidade transbordando, sinto não ter inspiração.

Podemos continuar o papo mais tarde ou em outro dia? ^_^

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Don't Look Back In Anger

É tão certo que eu não sei qual é a sua música favorita, ao mesmo passo que eu sempre digo qual é a música da minha vida. A todo o momento, eu digo uma. Mas será que você consegue captar a mensagem?

Não posso te dizer qual é a música que eu coloco para tocar toda vez que eu fico triste. Faz tempo que não fico triste, faz um tempo que uma nuvem negra não paira. Desde que você apareceu.

Meu par de sapatos favorito pode ser qualquer um, o filme a estar passando pode ser qualquer um, o poema a ser recitado, também. Não faz diferença, não vou prestar atenção.

Vou querer prestar atenção nos seus olhos, nos seus tiques, nas suas manias. Vou querer prestar atenção no jeito como você anda ou no jeito como você desvia o olhar toda vez que eu olho mais diretamente. Vou querer chamar sua atenção, seja com uma febre, ou seja com apenas um olhar perdido.

Minha vida tem sido feita de tempestades. Vários dias sem sol. Vários dias sem escritos. Vários dias sem emoções.

E sou apenas eu, baby. Vendo a vida por outro ângulo, desde que você chegou. Porque aprendi que não preciso olhar para trás com rancor da coisas, quando sei que há uma nova visão surgindo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

O Motivo de um (re)Começo Feliz!

Nada vai durar tanto assim, mas não sei se realmente precisa. O medo é sempre o ínicio disto tudo, mas já não sei a cor que ele tem: ele nunca foi escuro, nunca foi sem tom. Hoje, o medo é essencial, porque tudo o que é novo, dá medo.

O campo todo está a minha frente, sendo que para trás ficaram todas as coisas que eu sei que não fiz por amor. E agora, talvez eu tenha um motivo para fazer as coisas por amor. Talvez eu veja um novo significado. Talvez para mim apenas, mas isto é o que importa.

As maldades, se eu bem quiser, eu as transformarei. As deixarei de lado. Elas estarão para quem quiser. Para quem bem entender. Eu renuncio. Quero as coisas boas na minha vida.

Não farei castelos, nem construirei fortalezas. Deixarei fluir. Todas as pedras, todas as agressões, toda a falta de tato e toda a falta de bom senso não terão oportunidades, não desta vez.

Pode até ser que desta vez, neste recomeço, tudo dê certo. Não me preocuparei com as sementes que estão no campo, esperando por florescer. Eu cuidarei do meu jeito, no meu tempo. Talvez, neste recomeço, tais sementes tenham um final feliz.

Mesmo que eu saiba que as coisas podem não durar o que eu espero. Mas quero ter tudo isto intensamente. Não precisa necessariamente ser para agora.

Só os meus sentimentos são para agora. E eles podem ser da cor que bem entenderem. Não, não há porque eu me assustar.

É só o sinal de um amor perdido dentro de mim que está ressurgindo!