terça-feira, 1 de setembro de 2009

Eu já estive aqui antes...

Eu já amei, já rezei, já me apaixonei, já pequei, já tive medo, já tive pseudo-coragem, já desisti e já reconsiderei.


Já tive uma chama acesa, já fiz tal chama se apagar, já fiquei em silêncio na multidão e já fiz barulho sozinha.


Já acertei, mas errei muito mais. Já fui mais arrogante, mas tenho tentado ser mais humilde. Já soube muito, mas já deixei de querer saber.


Já fui roubada, já tive uma arma apontada para mim, já fiquei assustada e já desejei morrer, já desejei viver intensamente também um único dia.


Já deixei minha pele bronzear ao sol e já me escondi de tal sol, já andei em montanha-russa e já tive medo de ir num looping.


Já cantei e já deixei de cantar, já escrevi e já deixei de escrever, já me declarei e já prometi que não me declaro mais, já escrevi um texto para alguém e já prometi (de novo) que não escreveria para mais ninguém.


Já tive dúvidas quanto a Cristo e já me arrependi; já quis sentar numa cadeira que não me pertencia e já sentei numa cadeira que não queria sentar.


Eu já tentei salvar e já tentei ser salva; eu já desejei ir para o Céu e já tive medo de ir para o Inferno.


Eu já fui para lugares onde não queria e já fiquei em lugares que não queria; já li livros que foram inúteis e já li livros clássicos que não me agregaram.


Eu já fiquei feliz por chover e já fiquei triste por ter sol; eu já desejei não complicar as coisas e já compliquei demais.


Eu já quis escutar canções alegres, mas já escutei muitas canções tristes; eu já contei muito sobre mim e eu já deixei de contar muito sobre mim.


Eu já quis que me mandassem mensagens e eu já quis receber telefonemas. Eu já quis ser outra pessoa e já quis estar em outro lugar.


E com tudo isto, a única certeza que eu tenho é que eu já estive aqui antes.

sábado, 29 de agosto de 2009

Que ton visage reçoive mes millions de caresses*

Não espere mais do que você já esperou. Mesmo que uma parte do que você foi fique pelo caminho. Apenas caminhe. Tente não olhar para trás. Deixe os remendos e deixe que as feridas cicatrizem.

Apenas deixe que seu coração, que sua alma ditem o caminho. Olhe-se no espelho e olhe para dentro dos seus próprios olhos. Encontre-se ali. E não, não escute as opiniões alheias. Apenas olhe para dentro de você.

Comece a sua viagem. Suma, como sumiu por alguns dias. Encontre o seu paraíso, encontre a sua paz. Mesmo que isto demore algum tempo. Faça com que seu medo desapareça. Deixe que tudo o que passou seja apenas isto: passado.

Deixe seu medo de lado. É realmente necessário, porém, que você venha para o outro lado. O seu outro lado. Não explique nada para ninguém. Nem para você. Apenas comece. E se o seu jeito é o único jeito de resolver as coisas, que assim seja. Pode ser um dos métodos para encontrar seu paraíso.

Não sabote o que há de melhor em você. Mas também tente não agir com muita razão. Eu só vejo que o interesse por você é que deve ser maior do que qualquer outra coisa.

Eu não sei o que se passa com você, mas se eu pudesse...

Eu pegaria sua mão e não soltaria mais: até te mostrar todas as constelações, até inventar uma nova constelação. Não soltaria, de forma alguma, mesmo quando você já estivesse desistindo.

Sentaria com você a beira-mar apenas para ver o vai e vem das ondas. Apenas para sentir a brisa do mar e apenas para que você pudesse sentir um pouco de paz.

Deitaria com você na grama, sob o sol, sob a lua, apenas para escutar sua respiração. Apenas para escutar você desabafar. Apenas para não falar nada. Apenas para estar ali, ao seu lado.

Sei que esta disposição toda não é fácil. Sei que é uma pena uma viagem terminar bem antes de você começar a aproveitar de verdade. Sei que muitas vezes ser magoada é mais fácil do que ser compreendida.

É uma pena para mim não poder compartilhar tudo isto no momento. E já que a única coisa que eu posso fazer por você no momento é rezar, espero que tudo isto seja algum tipo de prece...

... apenas porque eu já não posso deixar de lado a vontade de fazer você caber em um abraço muito apertado, para esquecer todas as suas preocupações.


* Que teu rosto receba minhas milhões de carícias (Notre Voyage - Ludov)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mad World

Tantos rostos familiares, tantas vozes iguais. Sempre as mesmas músicas, sempre as mesmas bandas.

Novas manhãs que se formam, mas sempre o mesmo brilho do sol. Não leva a lugar nenhum, não se quer ir a lugar nenhum.

Lágrimas que estavam presas por dias a fios e que resolvem escapar. Mas são sem nenhuma expressão. Tem um certo quê de emoção, mas não dizem nada.

Sofrimento por dentro, sorriso por fora, fingindo que tudo está bem. No amanhã, não há amanhã. Há uma dor contida e incontida.

Um pouco engraçado e um pouco triste. Sonhos sem contexto que permeiam sempre a mente e nunca vêm à tona.

Crianças que se divertem com apenas um chapéu de aniversário. É o dia pelo que mais esperam, mas no fim, não diz muita coisa. São apenas crianças se divertindo.

Não deveria então se sentir como cada criança? Não, não deveria, porque não há um presente de aniversário.

Ir para o trabalho, para a faculdade, para uma festa, mas quem realmente conhece? Alguém deve conhecer, muito a fundo. Mas não faz por onde. Não faz olhar bem diretamente nos olhos.

Círculos e círculos viciosos. Receosos. Que por uma pequena gota, faz transbordar um copo de emoções. Faz acabar com o que havia de bom.

Mundo Louco. Interno e Externo Mundo Louco.

domingo, 26 de julho de 2009

Não Há

Não há troca de palavras. Não há troca de olhares. Não há troca de e-mails. Não há troca de SMS. Não hã troca de mensagens instantâneas. Não há troca de ligações. Não há troca de sorrisos. Não há troca de melancolia. Não há troca de toques. Não há troca de carinho. Não há troca de sentimentos. Não há troca de nada. E o nada é a pior parte de tudo isto.

domingo, 12 de julho de 2009

We're only human after all ♫♪

Não há nada que possa superar uma amizade. Nem mesmo um amor inútil que você possa nutrir por alguém que não te dá a mínima.

Afinal de contas, errar é humano. E em algum momento, eu errei. Não lembro aonde, mas foi em algum ponto de minha incontida felicidade.

Talvez tenha sido no momento em que eu decidi que gostaria de falar apenas de amenidades. Ou no momento em que eu decidi que não era momento de contar o que estava acontecendo.

Pode ter sido no momento em que eu fiquei com ciúmes, também. Pode ter sido no momento em que por um segundo eu desisti.

Mas tem alguns sonhos que nunca ocultam a verdade. Tem algumas verdades, porém, que são trocadas por sonhos. Paradoxo, não?

Há um momento em que simplesmente decidi que não queria ser mais a pessoa que parecia depressiva, sempre com os mesmos assuntos. Não queria mais parecer a chata. Não queria mais ser a chata.

Foi neste momento que eu resolvi colocar em prática a felicidade pela qual eu estivera esperando. Hoje, sei que tal felicidade foi momentânea, apesar de eu não ter superado a causa dela.

E sim, eu decidi que não falaria disto com você. Que falaria apenas sobre amenidades... Mas parece que eu consigo fazer isto?

Houve um acréscimo de confusão. Nós não ouvimos o tempo que passou. Eu não prestei atenção que eu estava deixando de lado. Eu não prestei atenção no egoísmo.

Da mesma forma, sei que nada nunca vai ser igual. Por isto, independente do que eu possa expressar, do que eu precise extravasar, seja via blog, ou seja via twitter, não quer dizer que eu realmente esteja precisando desabafar. Não quer dizer que eu realmente queira falar sobre com alguém.

Esta é a imperfeição da vida. Sei que não dá para deixar a bola cair, mas também sei que houve um tempo em que fiquei ali, só esperando. Mas nada nunca será do jeito que já foi.

Várias coisas se passaram neste tempo. Vários amigos foram feitos. Vários detalhes do cotidiano que não foram mais trocados. Nada de muitos sorrisos e nada de abraços.

Apenas ninguém pode dizer que não há um sentimento nisto tudo. Não é um sonho perfeito, mas também não é uma mentira.

Sempre há algo que aprendi com você vindo à tona. Mas errar em algum momento é muito humano.

E para este momento, desejo apenas amenidades. Apenas falar amenidades.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mesmo que não faça sentido...

Pegou mais um folha, fingindo que escreveria seu último adeus. Nos últimos sete meses, sempre quis dizer adeus. Sempre disse que seria o último adeus. Mas quem acreditaria?Chovia. Não torrencialmente. Mas chovia.


Uma foto dela no computador era a única coisa que aquecia seu coração. Mas até quando só viveria na ilusão de uma foto? Chovia tanto em seus sentimentos quanto lá fora.


Havia livros espalhados pela sala. Nenhum deles ela tinha lido. Jamais leria, jamais compreenderia. Assim como jamais compreenderia os versos escritos com tanto empenho.


Todas as músicas gravadas em um CD, apenas para lembra-la de quão grande era seu amor. Nenhuma das músicas fazia sentido para ela. Nenhuma das músicas era a música dela. Todas as músicas eram para ela.


Chovia, isto era fato. As únicas coisas que se esvaíam eram seus sentimentos. Ela não prestava atenção. Ela andava distraída. Ela não via os sinais.


Nada disto fazia mais sentido, apesar do amor. Nenhum telefonema, nenhum e-mail, nenhuma mensagem dela. Até quando o amor conseguiria viver sozinho?


E mesmo com nada fazendo sentido, tudo fazia falta. O perfume, o olhar, o sorriso dela. Os filmes que ela jamais assistiu e que jamais assistiria.


Mas era sempre assim. Sempre que queria dar o último adeus, sempre que tentava esquece-la, só fazia lembrar. Era um mistério como não conseguia esquecê-la.


Mesmo com todos os defeitos, mesmo servindo de estepe, mesmo estando no meio termo: amava-a, era fato. Sabia que não seria fácil. Sabia que não queria.


Chovia. E tudo o que queria era apenas senti-la por perto. Apenas isto. Mesmo não fazendo sentindo algum.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Dos ventos de MG

Não, eu não o conheço pessoalmente. Não, eu não o conheço há anos e nem há um mês. Talvez o conheça há duas semanas, se for.

Mas e quem disse que precisa-se conhecer a fundo alguém, quando apenas por bater os olhos em seus textos, saber que ali tem uma pessoa diferente?

Este é o mais novo autor de MG, Marcos Vinícius. E aqui segue o link para seu blog, que contém as informações sobre o lançamento de seu livro "Inércia".

Quer saber mais? Não clicou ainda? Eu sugiro que clique e se puder, dê seu apoio. Precisamos de novos autores com a coragem do Marcos neste nosso Brasil:

http://prosacom.blogspot.com/


Se quiserem acompanhar mais, o sigam pelo twitter:

http://twitter.com/Markynhu

Ele é gente boa e com certeza vai te dar atenção! ^_^