sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Só saudade...

Antes eu queria apenas sentir seus lábios nos meus, decorar a textura, saboreá-los. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas me perder nos seus braços, sentir seu calor, ouvir seu coração junto ao meu. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas envolver seu pescoço, sentir seu perfume, enchê-lo de beijos. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas escutar sua voz, ouvir seus gemidos, ouvir seus sussurros, alegrar-me com suas canções. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas olhar nos seus olhos, enxergar-me dentro deles, ler neles tudo o que você queria me dizer. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas tocar sua mão, segurá-las, acalmá-las, até mesmo quando você pediu para eu não ir, onde quer que eu fosse. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas que você fizesse parte de mim e eu de você. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Já não me mata o fato de te ver todos os dias. Já não me mata o fato de você não falar comigo. Já não me mata o fato de você não ir onde eu vou. Já não me mata a vontade de te ter e não poder.


Porque hoje é tudo só saudade, de algo muito bom, de alguma ficção que eu criei para nós. Para mim. E hoje já não dói...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009

Eu lembro de 2009 em lapsos. Em datas específicas e outras nem tanto.


Lembro do mês de janeiro, que foi um dos melhores para mim, mas também triste.


Um dos melhores, porque em muito tempo, descobri que estava amando. Triste, porque deixei este amor que eu estava sentindo interferir em relacionamentos: deixei de alimentar amizades, passei a ignorar os fatos.


Lembro de fevereiro, onde fiz mais amigos e onde tive uma pequena decepção.


Amigos, porque fui para um retiro espiritual que me disse muito e a pequena decepção foi pelo motivo de saber que o amor não era correspondido.


Não lembro de março. Abril foi meu aniversário. Lembro dele por causa do barril de chopp. E porque foi o casamento do meu primo mais velho.


Maio... fui madrinha de casamento da minha prima! Foi o mês das minhas férias também: viagem de busão para a Argentina. Sozinha. A coisa mais corajosa já feita na minha vida.


Junho...volta de férias, amor voltando com tudo, amor declarado. Nova decepção. Sem falar comigo.


Agosto, foi a volta de uma pessoa importante para o processo, na empresa.


Setembro... pessoas indo para o Tatuapé e eu ficando.


Outubro: processo de fusão e indas e vindas da Boa Vista. Me senti importante ao ser envolvida em um bom projeto.


Novembro: a primeira semana foi terrível. A terceira pior ainda. Desapego forçado de pessoas. Choro e raiva. Mas também... troca de carro. ^_^


Dezembro: apego forçado a pessoas. Raiva incontida. Rebeldia vindo à tona. E bati o carro. E tomei uma multa: o radar era 30km/h e eu passei a 39km/h.


Este não foi um ano de desperdício. Foi um ano de maturidade. De crescer em todos os sentidos. De tentar ter tolerância. De novos conhecimentos e de alimentar conhecimentos antigos.


Um ano que de alguma forma foi melhor que 2008. Um ano que perderá totalmente para 2010. Um ano que não deve ser esquecido, mas que deve ser refletido.


Não sou de fazer promessas de Ano Novo, até porque, sei que não cumprirei. E não farei nada no calor das emoções.


De qualquer forma, um grande ano para nós!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

All the lonely people ♪♫

Acho que a última vez que escrevi, foi dois meses após voltar das férias.


De lá para cá, várias coisas aconteceram. Coisas boas e ruins, apesar de quase não me lembrar de nenhuma delas.

Houve um período cheio de desafios, entre o começo de setembro e o fim de outubro. Houve um desgaste emocional, sim, mas não tanto quanto o de agora.

Reformulações, mudanças de pessoas, mudanças de estado de espírito, mudanças.

Até mesmo vontade de jogar tudo para o alto e ver no que dá.

Agora, um período nebuloso e turbulento paira. Pode ser só coisa da minha cabeça, mas estou cheia. Cheia de onde eu trabalho, cheia da hipocrisia das pessoas, cheia dos aproveitadores, cheia disto tudo.

Isto parece repetitivo e é mesmo. Mas acho que nunca estive tão de saco cheio e dando um "foda-se" para o mundo: para o Banco, para quem não está nem aí, para minha mãe, para minha saúde e tudo o mais.

Estou cada dia mais longe das pessoas e ainda não sei se isto é bom ou não.

Mas minha falta de paciência e a falta de compreensão alheia só fazem com que eu fique cada vez pior.

Não estou transferindo culpa para ninguém; se eu me sinto assim, sei que há algo que eu tenho que resolver dentro de mim e para mim.

Mas estou cansada... deveras cansada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Eu já estive aqui antes...

Eu já amei, já rezei, já me apaixonei, já pequei, já tive medo, já tive pseudo-coragem, já desisti e já reconsiderei.


Já tive uma chama acesa, já fiz tal chama se apagar, já fiquei em silêncio na multidão e já fiz barulho sozinha.


Já acertei, mas errei muito mais. Já fui mais arrogante, mas tenho tentado ser mais humilde. Já soube muito, mas já deixei de querer saber.


Já fui roubada, já tive uma arma apontada para mim, já fiquei assustada e já desejei morrer, já desejei viver intensamente também um único dia.


Já deixei minha pele bronzear ao sol e já me escondi de tal sol, já andei em montanha-russa e já tive medo de ir num looping.


Já cantei e já deixei de cantar, já escrevi e já deixei de escrever, já me declarei e já prometi que não me declaro mais, já escrevi um texto para alguém e já prometi (de novo) que não escreveria para mais ninguém.


Já tive dúvidas quanto a Cristo e já me arrependi; já quis sentar numa cadeira que não me pertencia e já sentei numa cadeira que não queria sentar.


Eu já tentei salvar e já tentei ser salva; eu já desejei ir para o Céu e já tive medo de ir para o Inferno.


Eu já fui para lugares onde não queria e já fiquei em lugares que não queria; já li livros que foram inúteis e já li livros clássicos que não me agregaram.


Eu já fiquei feliz por chover e já fiquei triste por ter sol; eu já desejei não complicar as coisas e já compliquei demais.


Eu já quis escutar canções alegres, mas já escutei muitas canções tristes; eu já contei muito sobre mim e eu já deixei de contar muito sobre mim.


Eu já quis que me mandassem mensagens e eu já quis receber telefonemas. Eu já quis ser outra pessoa e já quis estar em outro lugar.


E com tudo isto, a única certeza que eu tenho é que eu já estive aqui antes.

sábado, 29 de agosto de 2009

Que ton visage reçoive mes millions de caresses*

Não espere mais do que você já esperou. Mesmo que uma parte do que você foi fique pelo caminho. Apenas caminhe. Tente não olhar para trás. Deixe os remendos e deixe que as feridas cicatrizem.

Apenas deixe que seu coração, que sua alma ditem o caminho. Olhe-se no espelho e olhe para dentro dos seus próprios olhos. Encontre-se ali. E não, não escute as opiniões alheias. Apenas olhe para dentro de você.

Comece a sua viagem. Suma, como sumiu por alguns dias. Encontre o seu paraíso, encontre a sua paz. Mesmo que isto demore algum tempo. Faça com que seu medo desapareça. Deixe que tudo o que passou seja apenas isto: passado.

Deixe seu medo de lado. É realmente necessário, porém, que você venha para o outro lado. O seu outro lado. Não explique nada para ninguém. Nem para você. Apenas comece. E se o seu jeito é o único jeito de resolver as coisas, que assim seja. Pode ser um dos métodos para encontrar seu paraíso.

Não sabote o que há de melhor em você. Mas também tente não agir com muita razão. Eu só vejo que o interesse por você é que deve ser maior do que qualquer outra coisa.

Eu não sei o que se passa com você, mas se eu pudesse...

Eu pegaria sua mão e não soltaria mais: até te mostrar todas as constelações, até inventar uma nova constelação. Não soltaria, de forma alguma, mesmo quando você já estivesse desistindo.

Sentaria com você a beira-mar apenas para ver o vai e vem das ondas. Apenas para sentir a brisa do mar e apenas para que você pudesse sentir um pouco de paz.

Deitaria com você na grama, sob o sol, sob a lua, apenas para escutar sua respiração. Apenas para escutar você desabafar. Apenas para não falar nada. Apenas para estar ali, ao seu lado.

Sei que esta disposição toda não é fácil. Sei que é uma pena uma viagem terminar bem antes de você começar a aproveitar de verdade. Sei que muitas vezes ser magoada é mais fácil do que ser compreendida.

É uma pena para mim não poder compartilhar tudo isto no momento. E já que a única coisa que eu posso fazer por você no momento é rezar, espero que tudo isto seja algum tipo de prece...

... apenas porque eu já não posso deixar de lado a vontade de fazer você caber em um abraço muito apertado, para esquecer todas as suas preocupações.


* Que teu rosto receba minhas milhões de carícias (Notre Voyage - Ludov)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mad World

Tantos rostos familiares, tantas vozes iguais. Sempre as mesmas músicas, sempre as mesmas bandas.

Novas manhãs que se formam, mas sempre o mesmo brilho do sol. Não leva a lugar nenhum, não se quer ir a lugar nenhum.

Lágrimas que estavam presas por dias a fios e que resolvem escapar. Mas são sem nenhuma expressão. Tem um certo quê de emoção, mas não dizem nada.

Sofrimento por dentro, sorriso por fora, fingindo que tudo está bem. No amanhã, não há amanhã. Há uma dor contida e incontida.

Um pouco engraçado e um pouco triste. Sonhos sem contexto que permeiam sempre a mente e nunca vêm à tona.

Crianças que se divertem com apenas um chapéu de aniversário. É o dia pelo que mais esperam, mas no fim, não diz muita coisa. São apenas crianças se divertindo.

Não deveria então se sentir como cada criança? Não, não deveria, porque não há um presente de aniversário.

Ir para o trabalho, para a faculdade, para uma festa, mas quem realmente conhece? Alguém deve conhecer, muito a fundo. Mas não faz por onde. Não faz olhar bem diretamente nos olhos.

Círculos e círculos viciosos. Receosos. Que por uma pequena gota, faz transbordar um copo de emoções. Faz acabar com o que havia de bom.

Mundo Louco. Interno e Externo Mundo Louco.

domingo, 26 de julho de 2009

Não Há

Não há troca de palavras. Não há troca de olhares. Não há troca de e-mails. Não há troca de SMS. Não hã troca de mensagens instantâneas. Não há troca de ligações. Não há troca de sorrisos. Não há troca de melancolia. Não há troca de toques. Não há troca de carinho. Não há troca de sentimentos. Não há troca de nada. E o nada é a pior parte de tudo isto.