domingo, 5 de abril de 2026

We Gotta Get Away From Here

 Hoje eu passei na casa da sua irmã, já tinha combinado com ela. Dei parabéns para ela, sentei, conversei, conheci pessoalmente sua irmã mais nova — e fingi que tudo era muito simples.

E não era.

Tem alguma coisa desconfortável que acontece quando a gente divide um espaço pequeno depois de tudo (qual tudo?). As palavras ficam mais curtas, os sorrisos ficam mais rápidos, e o silêncio entre uma frase e outra pesa de um jeito que todo mundo sente mas ninguém nomeia. Até sua sobrinha percebeu. Ela lembra perfeitamente de como éramos amigas — e ainda assim notou que alguma coisa entre a gente não fecha direito.

Depois eu te dei carona. Você ficou no banco do passageiro como se fosse uma coisa normal. Como se eu fosse uma coisa normal. Mexeu na minha chave com chaveiro dos Cavaleiros do Zodíaco. Usou meu álcool em gel sem pedir. Reclamou de coisas aleatórias, desta vez da minha garrafa - porque outros bancários também tem essa garrafa e acham que é fácil levar essa garrafa no metrô e etc etc etc. Como se fosse um outro dia qualquer em nossas vidas, como se você conhecesse os acessórios do carro atual como conhecia do antigo. Não pedindo permissão para mexer em nada. Como se a gente não fosse uma ferida que nunca fechou porque nenhuma das duas teve coragem de nomear o que era.

Eu coloquei música. Sempre coloco. Talvez pra ter onde olhar além de você.

"Just stop your crying, it's a sign of the times."

Eu quase ri. Daquele jeito torto de quando a vida escolhe a trilha sonora por você e acerta demais.

A gente se perdeu. Irremediavelmente. Eu tenho culpa, você também tem. Mas o problema não é o fim — o fim eu já tinha ensaiado mil vezes. O problema é o que ficou antes. O que eu precisei inventar pra aguentar ficar perto de você sem dizer nada. Eu construí uma versão sua que cabia em mim, cheia de coisas que você nunca prometeu ser.

Você sempre foi exatamente quem era. Eu acreditei em promessas que só eu vi. É agora nem amizade parece ter sobrado.

É tão triste isso. Tão triste que eu nem consigo mais  chorar. Só consigo observar.

E agora fico aqui tentando desmontar cada coisa que guardei — cada silêncio que li como cuidado, cada vez que você sorriu pra mim e eu deixei esse sorriso fazer mais do que deveria. 

Cansa. 

Desconstruir uma ilusão cansa muito mais do que perder uma pessoa real.

Porque você continua existindo. Do outro lado da cidade, do outro lado do desconforto que agora mora entre a gente. 

Você continua existindo — e eu que virei fantasma. 

Fui embora sem desabar. Fiz tudo certo: sorri, conversei, não toquei em assuntos espinhosos, mal olhei pra você.

Mas agora tô aqui, a música ainda não parou - tá num looping maldito e eterno na minha cabeça e nos meus fones de ouvido - e eu tô pensando que a gente nunca teve começo oficial. Nunca teve nome. E agora tem um fim igualzinho — sem data, sem despedida, sem amizade, sem um resquício, sem nada que eu possa segurar.

A única certeza que tenho é de que amei sozinha.

E que isso nunca vai ter sido dito em voz alta.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Lembranças

Eu nem lembrava que tinha dado pra ela um Light Blue. Será que foi da viagem de 2014? Da de 2016?

Da mesma forma que ela não lembrou da Jules Destrooper que dividimos em Abu Dhabi. 

Da mesma forma que eu disse para ela no dia em que ela aceitou a carona que eu tinha uma camisa igual a que ela estava usando e ela disse que claro que eu tinha, porque tínhamos comprado juntas. Quando foi isso?

Ela também guardou coisas. Talvez não as mesmas coisas.

Eu fico pensando no que ela carrega que eu esqueci. O que ainda vai aparecer numa conversa.

E aquela foto específica dela no alto da montanha em Campos, com a lua atrás? Será que ela lembrou? Será que ela viu? Será que ela lembra das coisas como uma foto que não sabia que existia?

Eu fiquei magoada infinitas vezes com "tudo me é permitido, mas nem tudo me convém". De ela não poder. Ela tinha medo? Nunca perguntei de fato. Mas assumir custaria muito. E eu não aceitei - as flores foram devolvidas, ela não quis ir numa festa com medo de ser associada como minha namorada, entre outras coisas. Não aceitei de vez, não com paciência, não da forma que talvez ela precisasse.

Então eu fui embora. Com amizade, com amor, com tudo. 

E eu comecei a namorar. Sem contar pra ela. Com medo da reação dela, com medo do que eu representava pra ela, com medo do quanto ainda doía. Do quanto ela não escolheu. 

Partir em silêncio não foi crueldade. Foi covardia carinhosa. Ou cuidado covarde. Ainda não sei.

E ainda assim eu carrego lembranças que ela não lembra. 

Ela me traz lembranças que eu não lembro. 

Ela disse que ainda tem o Light Blue.

Ainda tenho a camisa de treino da Seleção da Alemanha de 2014 que ela me deu.

Eu ainda tenho o shortinho de praia da Nike que ela me deu. 

Ainda tenho aquela camisa jeans que ela me deu no meu aniversário de 2015.

Eu ainda tenho. Algumas lembranças. Muito fortes.

Como a da parede do quarto do apartamento da praia.

Com a invasão da minha cama.

Com o gemido baixo dela.

Com a língua dela na orelha. 

E ainda assim: há amor?

Esse é o problema. Eu lembro de muita coisa. Não lembro do resto. 

E me pergunto: 

- O que dela eu ainda ocupo? 

- Que gaveta, que memória ela arquivou?

- Ela lembra do meu cheiro passageiro num dia qualquer?

- Ela lembra de mim quando vê alguma coisa? 

Ou será que fui virando neblina enquanto eu ainda carregava tudo isso?

Não sei. A gente nunca conversou sobre isso. 

E talvez seja isso que ainda dói.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Just to read my Diary

 Por que você volta aos meus pensamentos desta forma?

 

Por que eu preciso saber de tudo o que aconteceu na sua vida através da sua irmã?

 

Por que você não me procurou?

 

Por que a gente se perdeu tanto uma da outra assim?

 

Por que a gente ainda se fala esporadicamente e sobre assuntos aleatórios?

 

Por que nunca sentamos e falamos de verdade sobre o que a gente sentia?

 

Por que você volta assim com tudo nos meus pensamentos?

 

Eu queria tanto que você tivesse me escolhido, que você não tivesse tido medo, que você se libertasse dessa coisa de que “é pecado”. Nós sabemos dos beijos e outras coisas que tivemos.

 

Por que eu não consigo parar de pensar em você desde sábado?

 

E por que eu sinto que a gente deixou tanta coisa não falada se sobrepor ao que queríamos?

 

Você nem sabe que eu escrevo sobre você. Eu só queria... que tivesse sido.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Sometimes love is not enough..."

Não, essa música não deveria ser para você. Não é, nesse momento.

Mas ver uma foto nossa hoje fez meu coração bater descompassado como na primeira vez em que te vi.

Não sei em qual momento isso virou um motivo para não nos falarmos. Não sei em qual momento eu enviar um e-mail dizendo que te amava fez você desistir.

É óbvio que não existe eu e você. Nunca existiu. 

Mas peno para acreditar que toda aquela química, aquela amizade que se formou, se perdeu assim... 

Não escolhemos nossas palavras de adeus. Foi tão silencioso.

Ruim mesmo é digitar seu nome no comunicador instantâneo e não ter coragem de te chamar. Já fui ignorada outras vezes, dessa vez não seria diferente.

É só que os sorrisos eram verdadeiros, os sentimentos também, para se perder assim. Sim, se passaram 6 anos. Mas me senti sem chão de novo.

E isso é um inferno. Porque alimento uma esperança de haver um "oi" que nunca sairá.

"Choose your last words
This is the last time
Cause you and I
We were born to die"

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Quebra de Padrão

Apenas porque é indescritível a sensação do beijo.

Das mãos que passeiam vagarosamente pelas costas.

Da boca que provoca arrepios quando roça o pescoço.

Da língua que quando toca a orelha, aumenta a vontade.

Das pernas que se enroscam, não querendo escapar.

Do calor dos corpos, que transmitem a energia.

Das línguas que se tocam, emergindo o desejo escondido.

E é assim... pode ser apenas um beijo, um pouco de amor, um pouco de amizade.

Mas no fundo, é uma quebra de padrão.

domingo, 19 de maio de 2013

Como Não Namoramos (apesar de)

Vamos dormir no mesmo horário. Claro que eu durmo primeiro, mas também acordo primeiro. Te deixando falando quando durmo. E quando eu acordo as 4h, não tenho coragem de te acordar.

Tirando as pessoas de casa, somos praticamente as primeiras pessoas a nos falarmos. Um bom dia, um desejo de boa ida ao trabalho, um carinho.

Nossos perfumes combinam. Eles se trocam logo pela manhã, quando seu abraço é quente e meu nariz está gelado.

Nos falamos o dia todo. Via e-mail, via mensagem instantânea, via SMS. E pessoalmente. E não nos cansamos.

Tenho ciúmes, não sei dizer se o contrário existe. Eu me mantenho na minha, para não dar motivos para ninguém falar. 

Tentamos sustentar nossos olhares. Não conseguimos. Se houvesse cron ometro, sabemos que não suportamos mais de 3 segundos. Pode virar um perigo, sem querermos.

Há troca de carinhos, conversas em tom baixo, canções, declarações. Amor, puro amor. No começo, mas amor.

Todo um cuidado com as palavras, com os gestos. Nossos olhares, nossas conversas, nosso modo de nos conduzir.

Sei que há uma calmaria quando estamos perto. Para mim, pelo menos, as coisas parecem ficar mais fáceis. Meu coração se alegra, meu sorriso se transforma, meus sentimentos quase não cabem em mim.

E essa é a forma como não namoramos. Apesar de.

sábado, 11 de maio de 2013

Mantendo a Distância entre Nós

"Vamos nos permitir". É o que digo para você. Mas aí você desconversa e leva a outro nível de conversa.

E quando me dou conta, meu sentimento por você já tomou rumos que eu achei que nunca mais seguiria. É impressionante.

Mas aí você diz que me encantei com seu jeito, porque nunca ninguém fez isso antes por mim. Pode ser verdade. Mas não é só isso.

Seu sorriso me faz sorrir. Suas provocações me despertam. Seus conselhos/broncas me fazem refletir. Seus olhos cor de jabuticaba me atraem para dentro de você, de uma forma tentadora.

Entretanto, tenho que manter a distância entre nós. Para o nosso próprio bem. Você se fechou, eu quero tirar sua armadura, mas não há brecha. Me encanto cada dia mais por você. E sei que isso é um perigo.

Um perigo apenas para mim. Porque posso muito bem confundir sua amizade com algo mais. Você sempre soube desse risco a partir do momento que nos reaproximamos.

Sei que em algum momento eu terei que dar um basta nisso. Você também sabe. É um jogo que perderemos para nós. Não pode haver mágoas novamente. Não podemos errar de novo. Não posso errar de novo.

Por isso, preciso manter a distância segura entre nós.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Forever and a Day

Quando eu disse essa frase pela primeira vez, eu tinha certeza do que eu queria.

Eu queria que fosse para sempre e mais um dia. Na verdade, continuo querendo.

Pouco me importa o que falam de você, o que falam que eu devo fazer. Meu sentimento é maior do que tudo isso.

Apenas porque meus melhores sorrisos são com você.

Porque amo seu cheiro, amo seu corpo, amo seu jeito. Apesar de confuso.

Amo o jeito como você se aconchegava em meus braços, o jeito como me beijava, o modo como me abraçava.

Porque nunca amei na vida ninguém como amo você. Nunca quis ninguém como quero você.

Infelizmente, esse para Forever and a Day está parado, perdido em algum lugar. No meu coração, ele continua intenso.

Não posso ditar seu caminho e suas escolhas. Não posso querer que seu amor por mim volte a ser como antes. Não posso interferir mais nas suas escolhas.

A única coisa que posso continuar dizendo é Forever and a Day. E amanhã, já seriam 2 anos e meio.

Só posso dizer que a minha sensação é de que devo continuar esperando uma resolução. Seja o tempo que for. Se tiver que sofrer, eu sofrerei.

Mas estou aqui, paciente. Mais do que nunca. Forever and a Day.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Caos Retorna à Minha Mente

Nem sempre as coisas são como queremos.

Nem sempre o relacionamento que achamos que salvará nossas vidas é o que dará certo.

Nem sempre aquele amor todo que você sente é o necessário para manter uma relação.

Nem sempre se vive só do amor. Outras coisas são necessárias?

Mas que coisas são essas? Se um relacionamento deve ser baseado em cumplicidade, é errado não conversar sobre o que se espera. É errado mentir. É errado pedir um tempo, dizer que não vai ficar com outra pessoa e fazer isso logo em seguida.

Nem sempre o que a gente sente é recíproco. Por mais que as vezes pareça que tudo está certo. Nem sempre está certo.

O que mais dói é o desprezo. O que mais chateia é você se tornar um ser que parece nunca ter existido.

Pois é, Caos. Aqui estou eu de novo. E de novo, para lamentações.

Somos só nós, companheiro. Saudades de quando meu único problema era você. Caos.

domingo, 8 de agosto de 2010

Every Little Thing

A respiração, perto do ouvido, faz perder o rumo.

O beijo, sempre com um sabor especial.

O toque na nuca, que faz ter vertigens.

A mão que passa pelo rosto, que faz querer adormecer ali.

O abraço apertado, que faz o corpo de um não querer desgrudar do corpo do outro.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sua Amiga Legal

Eu não sou a amiga legal que liga quando está perto da sua casa.

Nem a amiga legal que:

te chama para ir para uma “balada”;

te conta sobre os “casos” ou a falta deles;

te ajuda a escolher uma roupa;

sai com você para comprar roupas;

te ajuda com a maquiagem.

Nem a amiga legal que te mostra músicas novas ou séries novas.

Que te ajuda a estudar.

Que te ajuda a comprar um carro.

Que te ensina caminhos.

Que interage com seus amigos.

Que te liga para contar futilidades.

Não, eu não sou esta sua amiga legal.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Nothing you confess...... can make me love you less.

Dói. Dói saber que começamos a nos distanciar no dia em que você disse que precisava desapegar de mim.

Dói saber que você só estará de volta em 2011, coisa que não acredito. Dói ter a certeza de que você ficará por lá.

Dói saber que você não estará aqui para eu te ligar, inusitadamente, e te chamar para almoçar numa terça-feira, lá pelas 15h da tarde.

Dói saber que não vou te ligar para te contar que fui promovida, que mudei de área, que estou em outra empresa.

Dói saber que você não será a primeira para quem ligarei para qualquer novidade... dói saber isto.

Dói saber que, mesmo que eu te mande uma boa notícia por e-mail, não será a mesma coisa.

Dói saber que não te abraçarei ou não olharei nos seus olhos.

Tem muita coisa que talvez já não seja feita como antes. Tem tantas coisas que deixaram de ser e que não voltam. Mas tem coisas que não mudam.

Dói saber que eu te magôo as vezes. Dói saber que eu não sou uma pessoa legal com você, as vezes. Dói.

Nutrir um bom sentimento por uma pessoa que chegou de mansinho e ocupou um lugar imenso na sua vida e deixar isto escapar, mesmo que aos poucos, não é bom.

Tantas coisas que aprendi com você. Não digo que mudei, mas melhorei, muito por você ter estado por perto.

Sei que é egoísmo meu, sei que eu posso pensar o que quiser, nada muda os fatos. Sempre quis pensar o que você estava pensando sobre tal coisa, sobre tal atitude. Tive medo de suas opiniões, tive medo de suas reações. Tive mais medo quando não houve nem uma coisa, nem outra.

Chorei algumas vezes, em outras, deixei de lado. Achei que não se importava. Me apeguei demais. Um tipo de amor que eu não sentia, não senti e não sinto por ninguém. Novamente, o quê de egoísmo ecoando aqui.

Porque eu me apeguei tanto que até hoje as pessoas me vêem e perguntam de você, como você está.

Foram tantas coisas. Dói saber que você não estará aqui. Dói saber que você não faz idéia do tamanho do amor que eu sinto por você e dói saber que talvez você jamais saiba e que jamais entenda isto.

Seja Feliz. Sempre! Amo deveras.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Só saudade...

Antes eu queria apenas sentir seus lábios nos meus, decorar a textura, saboreá-los. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas me perder nos seus braços, sentir seu calor, ouvir seu coração junto ao meu. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas envolver seu pescoço, sentir seu perfume, enchê-lo de beijos. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas escutar sua voz, ouvir seus gemidos, ouvir seus sussurros, alegrar-me com suas canções. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas olhar nos seus olhos, enxergar-me dentro deles, ler neles tudo o que você queria me dizer. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas tocar sua mão, segurá-las, acalmá-las, até mesmo quando você pediu para eu não ir, onde quer que eu fosse. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Antes eu queria apenas que você fizesse parte de mim e eu de você. Hoje, já não sinto a vontade de antes.


Já não me mata o fato de te ver todos os dias. Já não me mata o fato de você não falar comigo. Já não me mata o fato de você não ir onde eu vou. Já não me mata a vontade de te ter e não poder.


Porque hoje é tudo só saudade, de algo muito bom, de alguma ficção que eu criei para nós. Para mim. E hoje já não dói...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009

Eu lembro de 2009 em lapsos. Em datas específicas e outras nem tanto.


Lembro do mês de janeiro, que foi um dos melhores para mim, mas também triste.


Um dos melhores, porque em muito tempo, descobri que estava amando. Triste, porque deixei este amor que eu estava sentindo interferir em relacionamentos: deixei de alimentar amizades, passei a ignorar os fatos.


Lembro de fevereiro, onde fiz mais amigos e onde tive uma pequena decepção.


Amigos, porque fui para um retiro espiritual que me disse muito e a pequena decepção foi pelo motivo de saber que o amor não era correspondido.


Não lembro de março. Abril foi meu aniversário. Lembro dele por causa do barril de chopp. E porque foi o casamento do meu primo mais velho.


Maio... fui madrinha de casamento da minha prima! Foi o mês das minhas férias também: viagem de busão para a Argentina. Sozinha. A coisa mais corajosa já feita na minha vida.


Junho...volta de férias, amor voltando com tudo, amor declarado. Nova decepção. Sem falar comigo.


Agosto, foi a volta de uma pessoa importante para o processo, na empresa.


Setembro... pessoas indo para o Tatuapé e eu ficando.


Outubro: processo de fusão e indas e vindas da Boa Vista. Me senti importante ao ser envolvida em um bom projeto.


Novembro: a primeira semana foi terrível. A terceira pior ainda. Desapego forçado de pessoas. Choro e raiva. Mas também... troca de carro. ^_^


Dezembro: apego forçado a pessoas. Raiva incontida. Rebeldia vindo à tona. E bati o carro. E tomei uma multa: o radar era 30km/h e eu passei a 39km/h.


Este não foi um ano de desperdício. Foi um ano de maturidade. De crescer em todos os sentidos. De tentar ter tolerância. De novos conhecimentos e de alimentar conhecimentos antigos.


Um ano que de alguma forma foi melhor que 2008. Um ano que perderá totalmente para 2010. Um ano que não deve ser esquecido, mas que deve ser refletido.


Não sou de fazer promessas de Ano Novo, até porque, sei que não cumprirei. E não farei nada no calor das emoções.


De qualquer forma, um grande ano para nós!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

All the lonely people ♪♫

Acho que a última vez que escrevi, foi dois meses após voltar das férias.


De lá para cá, várias coisas aconteceram. Coisas boas e ruins, apesar de quase não me lembrar de nenhuma delas.

Houve um período cheio de desafios, entre o começo de setembro e o fim de outubro. Houve um desgaste emocional, sim, mas não tanto quanto o de agora.

Reformulações, mudanças de pessoas, mudanças de estado de espírito, mudanças.

Até mesmo vontade de jogar tudo para o alto e ver no que dá.

Agora, um período nebuloso e turbulento paira. Pode ser só coisa da minha cabeça, mas estou cheia. Cheia de onde eu trabalho, cheia da hipocrisia das pessoas, cheia dos aproveitadores, cheia disto tudo.

Isto parece repetitivo e é mesmo. Mas acho que nunca estive tão de saco cheio e dando um "foda-se" para o mundo: para o Banco, para quem não está nem aí, para minha mãe, para minha saúde e tudo o mais.

Estou cada dia mais longe das pessoas e ainda não sei se isto é bom ou não.

Mas minha falta de paciência e a falta de compreensão alheia só fazem com que eu fique cada vez pior.

Não estou transferindo culpa para ninguém; se eu me sinto assim, sei que há algo que eu tenho que resolver dentro de mim e para mim.

Mas estou cansada... deveras cansada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Eu já estive aqui antes...

Eu já amei, já rezei, já me apaixonei, já pequei, já tive medo, já tive pseudo-coragem, já desisti e já reconsiderei.


Já tive uma chama acesa, já fiz tal chama se apagar, já fiquei em silêncio na multidão e já fiz barulho sozinha.


Já acertei, mas errei muito mais. Já fui mais arrogante, mas tenho tentado ser mais humilde. Já soube muito, mas já deixei de querer saber.


Já fui roubada, já tive uma arma apontada para mim, já fiquei assustada e já desejei morrer, já desejei viver intensamente também um único dia.


Já deixei minha pele bronzear ao sol e já me escondi de tal sol, já andei em montanha-russa e já tive medo de ir num looping.


Já cantei e já deixei de cantar, já escrevi e já deixei de escrever, já me declarei e já prometi que não me declaro mais, já escrevi um texto para alguém e já prometi (de novo) que não escreveria para mais ninguém.


Já tive dúvidas quanto a Cristo e já me arrependi; já quis sentar numa cadeira que não me pertencia e já sentei numa cadeira que não queria sentar.


Eu já tentei salvar e já tentei ser salva; eu já desejei ir para o Céu e já tive medo de ir para o Inferno.


Eu já fui para lugares onde não queria e já fiquei em lugares que não queria; já li livros que foram inúteis e já li livros clássicos que não me agregaram.


Eu já fiquei feliz por chover e já fiquei triste por ter sol; eu já desejei não complicar as coisas e já compliquei demais.


Eu já quis escutar canções alegres, mas já escutei muitas canções tristes; eu já contei muito sobre mim e eu já deixei de contar muito sobre mim.


Eu já quis que me mandassem mensagens e eu já quis receber telefonemas. Eu já quis ser outra pessoa e já quis estar em outro lugar.


E com tudo isto, a única certeza que eu tenho é que eu já estive aqui antes.

sábado, 29 de agosto de 2009

Que ton visage reçoive mes millions de caresses*

Não espere mais do que você já esperou. Mesmo que uma parte do que você foi fique pelo caminho. Apenas caminhe. Tente não olhar para trás. Deixe os remendos e deixe que as feridas cicatrizem.

Apenas deixe que seu coração, que sua alma ditem o caminho. Olhe-se no espelho e olhe para dentro dos seus próprios olhos. Encontre-se ali. E não, não escute as opiniões alheias. Apenas olhe para dentro de você.

Comece a sua viagem. Suma, como sumiu por alguns dias. Encontre o seu paraíso, encontre a sua paz. Mesmo que isto demore algum tempo. Faça com que seu medo desapareça. Deixe que tudo o que passou seja apenas isto: passado.

Deixe seu medo de lado. É realmente necessário, porém, que você venha para o outro lado. O seu outro lado. Não explique nada para ninguém. Nem para você. Apenas comece. E se o seu jeito é o único jeito de resolver as coisas, que assim seja. Pode ser um dos métodos para encontrar seu paraíso.

Não sabote o que há de melhor em você. Mas também tente não agir com muita razão. Eu só vejo que o interesse por você é que deve ser maior do que qualquer outra coisa.

Eu não sei o que se passa com você, mas se eu pudesse...

Eu pegaria sua mão e não soltaria mais: até te mostrar todas as constelações, até inventar uma nova constelação. Não soltaria, de forma alguma, mesmo quando você já estivesse desistindo.

Sentaria com você a beira-mar apenas para ver o vai e vem das ondas. Apenas para sentir a brisa do mar e apenas para que você pudesse sentir um pouco de paz.

Deitaria com você na grama, sob o sol, sob a lua, apenas para escutar sua respiração. Apenas para escutar você desabafar. Apenas para não falar nada. Apenas para estar ali, ao seu lado.

Sei que esta disposição toda não é fácil. Sei que é uma pena uma viagem terminar bem antes de você começar a aproveitar de verdade. Sei que muitas vezes ser magoada é mais fácil do que ser compreendida.

É uma pena para mim não poder compartilhar tudo isto no momento. E já que a única coisa que eu posso fazer por você no momento é rezar, espero que tudo isto seja algum tipo de prece...

... apenas porque eu já não posso deixar de lado a vontade de fazer você caber em um abraço muito apertado, para esquecer todas as suas preocupações.


* Que teu rosto receba minhas milhões de carícias (Notre Voyage - Ludov)